Diretrizes Clínicas
Atualizado: 06-Jun-2002
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O que é? Uma diretriz clínica, também chamado de protocolo clínico, é um conjunto de recomendações desenvolvidas de maneira sistematizada, que se destinam a apoiar o médico e o doente na tomada de decisões acerca dos cuidados de saúde, em situações clínicas específicas. Vantagens As vantagens da elaboração da diretrizes são específicos para os doentes, os profissionais e o sistema de saúde (URL: http://www.iqs.pt). Para os doentes: a) contribuir para a melhoria dos resultados e da qualidade em saúde, promovendo práticas eficazes e seguras e desaconselhando as outras, b) contribuir para a melhoria da consistência dos cuidados, com redução da variação da prática médica, c) oferecer informações de boa qualidade. d) servir como instrumentos de alteração de políticas de saúde, com identificação de novas carências e distribuição mais justa dos recursos. Para os profissionais de saúde: a) contribuir para a melhoria da qualidade da decisão clínica, através da indicação de recomendações claras, diminuindo a variação da prática clínica e substanciando as opções técnicas, b) oferecer informações sobre que intervenções são eficazes e em que contextos, em oposição àquelas que a evidência científica desaconselha, por serem inúteis ou perigosas, c) servir como base de referência para programas de qualidade em saúde, d) auxiliar na identificação de áreas necessitando de investigação clínica apropriada, d) servir como esquema referencial da melhor prática médica. Para os sistemas de saúde: a) contribuir para a melhoria da eficiência dos serviços, b) auxiliar na otimização dos recursos. A decisão clínica Em nenhuma situação, médico algum será obrigado a seguir qualquer diretriz. O que se espera é que na sua prática clínica a maior parte das situações estejam de acordo com as recomendações das diretrizes, e que ele tenha a competência de determinar após contato com o doente (a anamnese e o exame físico) quando deve ou não seguir as recomendações. Ou seja, cabe ao médico usar de técnica e bom senso, na preservação de sua autonomia na tomada de decisões clínicas. A utilização das recomendações não isenta o médico da responsabilidade de usar ou não determinados procedimentos. Assim, as orientações são apenas um ponto de partida, cabe ao médico fazer os ajustes necessários de acordo com a situação clínica e os desejos de cada doente. Incorporado os resultados das pesquisas clínicas O passo final da criação e desenvolvimento de diretrizes clínicas é o da síntese da evidência que foi previamente selecionada e avaliada criticamente, e a sua transposição para as recomendações finais a incluir na diretrizes clínicas. Este é um dos passos mais complexos, e não existem regras específicas para a sua elaboração, até porque é neste estágio que o subjetivismo é mais prevalente (por exemplo, como diferenciar duas intervenções cujo efeito é quantitativamente semelhante?). Por esta razão, é neste passo que o grupo responsável será posto à prova, quer em termos da sua capacidade de interpretar a evidência científica, quer de aplicar o seu melhor senso clínico, quer de atingir consensos aceitáveis e operacionais. Após a divulgação A divulgação das diretrizes é apenas o início de um novo ciclo. Como são geradas, a cada dia, novas informações pela pesquisa clínica é necessário uma atualização contante de qualquer diretriz clínica. Além disso, os comentários, sugestões e críticas que teremos dos usuários destas diretrizes vai fornecer informações para o seu aprimoramento. Por isso foi programado a primeira revisão das diretrizes para janeiro de 2002, e a partir de então uma revisão anual. Outro aspecto que não foi contemplado na elaboração destas diretrizes foi a avaliação de estudos com análise econômica sobre o tema. Pretendemos introduzir este tipo de informação nas próximas versões. Assim, a sua disseminação e implementação devem ser vigorosamente perseguidas para que as diretrizes clínicas sejam úteis. Senão, o tempo, energia e custos devotados para o desenvolvimento das diretrizes serão desperdiçados e o potencial benefício para os doentes serão perdidos. Considerações finais Nesse curso de diretrizes clínicas serão abordados os sua elaboração, avaliação, divulgação, implementação e manutenção das diretrizes clínicas. |
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http://www.agreecollaboration.org http://www.guidelines.gov http://www.infoward.ualberta.ca/cpg/default.htm (Atalho com problemas!) http://www.nzgg.org.nz/tools.cfm http://www.sign.ac.uk http://amb.connectmed.com.br/site/diretrizes/index_branco.php3 Hayward RSA, Wilson MC, Tunis SR, Bass EB, Guyatt G, for the Evidence Based Medicine Working Group. Users Guides to Evidence-based Medicine: How to Use a Clinical Practice Guideline. JAMA 1995;274(7):570-4. JAMA 1995;274(20):1630-2. Disponível em: URL: http://www.cche.net/principles/content_p_guideline.asp NHS Centre for Reviews and Dissemination. Getting evidence into practice. Effective Health Care Bulletin 1999;5(1). Disponível em: URL: http://www.york.ac.uk/inst/crd/ehc51.htm http://www.iqs.pt/noc's.htm Woolf SH, Grol R, Hutchinson A, Eccles M, Grimshaw J. Clinical guidelines: potential benefits, limitations, and harms of clinical guidelines. BMJ 1999 Feb 20;318(7182):527-30. Disponível em: URL: http://www.bmj.com/cgi/content/full/318/7182/527 Shekelle PG, Woolf SH, Eccles M, Grimshaw J. Clinical guidelines: developing guidelines. BMJ 1999 Feb 27;318(7183):593-6. Disponível em: URL: http://www.bmj.com/cgi/content/full/318/7183/593 Feder G, Eccles M, Grol R, Griffiths C, Grimshaw J. Clinical guidelines: using clinical guidelines. BMJ 1999 Mar 13;318(7185):728-30. Disponível em: URL: http://www.bmj.com/cgi/content/full/318/7185/728 Hurwitz B. Legal and political considerations of clinical practice guidelines. BMJ 1999 Mar 6;318(7184):661-4. Disponível em: URL: http://www.bmj.com/cgi/content/full/318/7184/661 http://www.shef.ac.uk/~scharr/ir/netting/searching.htm http://cebm.jr2.ox.ac.uk |
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