• Versão inicial (17Fev2004)
• Atualizado: 25-Jan-2005

 

Dicas para o trabalho (a parte escrita, os diapositivos e a apresentação)

Estas dicas foram anotadas durante a sessão de julgamento no XVII Curso de Emergências Clínico-Cirúrgicas da UFAL, em 17 de fevereiro de 2004, na Casa da Palavra, Maceió, AL.
Mande-me comentários, sugestões e/ou críticas!
Correio eletrônico: aldemar@evidencias.com Celular: +82 9982 6032.

  1. Reserve os agradecimentos para o momento adequado, que é quando ganhar o prêmio. Antes é perda de tempo! O tempo deve ser usado exclusivamente para a apresentação do seu trabalho.
  2. O bom, se breve, duas vezes bom!
  3. Os 10 minutos para a apresentação são suficientes, se não sabe dizer o que quer em 10 minutos é porque não sabe!
  4. Para a perfeição não existe atalho, é o treino e a repetição com auto-crítica que leva a perfeição!
  5. "O prof. Aldemar orientou..." Nunca começe uma resposta com esta expressão. Ela é uma falácia de autoridade. Use o argumento que você aprendeu com ele para incluir ou excluir algum item no trabalho. Assim, o avaliador vai saber que você tem uma posição. Esta posição pode ser certa ou errada, mas tem!
  6. Nunca leia o diapositivo (slide)! Lembre-se que a platéia é alfabetizada!
  7. Ao apresentar as imagens, apresente-as com o maior tamanho possível! Ocupe toda a tela!
  8. Toda foto precida de uma escala, use uma régua!
  9. Mantenha sempre a proporção entre a altura e a largura da imagem!
  10. Ao iniciar a apresentação, falar "Boa noite à todos" é exagero! Use apenas "boa noite".
  11. "Já foi dito..." Se já foi dito, nós sabemos! O que precisa ser dito é que ainda não foi falado!
  12. Na apresentação com duas pessoas, a primeira termina e a segunda deve começar sem interrupção da fala. Niguém deverá notar a troca. Não perca tempo use dois microfones. Não chame atenção para a mudança!
  13. Ao apresentar uma foto do doente, indique a posição da cabeça e dos pés para que a platéia entenda a posição na qual o doente se encontrava quando foi fotografado e o ângulo de captura da imagem!
  14. Ao citar um autor no diapositivo, é obrigatório que a referência completa seja citada no rodapé do diapositivo.
  15. O fundo azul escuro com letras brancas é o melhor!
  16. Evite imagens de fundo que tirem a atenção! Eu fiquei alguns minutos pensando aonde poderia ser um pôr do sol que foi apresentado!
  17. O relato de caso só é concluído com a morte do doente. Até lá ele pode evoluir com complicações tardias da doença relatada!!!
  18. A necrópsia é o último "exame complementar" ao qual o doente deve ser submetido!
  19. Use o mínimo de texto nos diapositivos. Os diapositivos cheios devem ser divididos em dois ou mais e eleborados na forma de tópicos.
  20. A linguagem escrita é diferente da linguagem a ser utilizada nos diapositivos.
  21. Nos dispositivos devem ser colocados apenas os tópicos para servir de orientação ao apresentador.
  22. Use a animação e apareça uma informação por vez!!!
  23. As imagens que aparecem na versão escrita do trabalho podem ou não ser apresentadas. No entanto, toda imagem que for apresentadas nos diapositivos devem, obrigatoriamente, estar presentes na versão escrita.
  24. A apresentação oral é uma síntese da versão escrita!
  25. A presença de vídeos durante a apresentação é ÓTIMA!!!!!
  26. A mensagem final é freqüentemente desastrosa!! Algumas vezes é maior que a apresentação do caso; outras vezes é mais interessante; outras vezes, não tem nenhuma relação com o que foi apresentado. Para evitar erros, não use frases ou mensagens para finalizar a sua apresentação.
  27. O final da apresentação deve ser realizado com a evolução atual, ou melhor ainda, reenfatizando a importância do relato de caso.
  28. "Dando continuidade..." Se você fala após uma outra pessoa, a única coisa sensata que pode fazer é dar continuidade. Logo não precisa falar. A platéia é inteligente, embora possa não parecer!!!
  29. Qualquer imagem que não for sua, deve ser citada a fonte. O ideal é que tenha autorização do autor para reproduzí-la.
  30. No título não existe ponto final.
  31. Tudo que for do doente deve ficar na descrição do caso, no contexto, devem ser utilizadas outras fotos/ilustrações.
  32. A forma como falamos é diferente da forma como devemos escrever. A linguagem escrita requer rigor e formalidade.
  33. Deve existir o modelo do consentimento livre e esclarecido "em branco" nos anexos do trabalho.
  34. Nos diapositivos só os pontos mais importantes!
  35. Não identificar o doente, nem com iniciais do nome, nem com data e hora do atendimento.
  36. Use uma lista de siglas e de abreviaturas após o índice, se necessária.
  37. Use uma lista de imagens após o índice, se necessária.
  38. Use uma lista de tabelas após o índice, se necessária.
  39. Esmaecer o tópico falado quando aparece um novo é um boa técnica!
  40. Mantenha o hábito de consultar dicionários e, principalmente, o vocabulário ortográfico da Academia Brasileira de Letras, disponível no URL: http://www.academia.org.br/vocabulario/vocabusca.htm para confirmar a ortografia e o sentido das palavras.
  41. As regras foram criadas para serem usadas. Então siga as regras de elaboração do trabalho conforme recomendado. Não invente nada!
  42. Existe meia dúzia de formas corretas de fazer um trabalho e milhares de formas erradas.
  43. As informações detalhadas que complementam as regras aqui apresentadas estão disponíveis em: URL: http://www.metodologia.org/ecmal/tic
  44. Use imagens do doente apenas quando for necessário para o entendimento do caso. Ao fazê-lo, fotografe as regiões, evite imagens amplas que possam levar a identificação do doente.
  45. Use o tipo de fonte nos diapositivos igual a utilizada na versão impressa.
  46. Você é o responsável por todas as partes do trabalho, não diga que a culpa é de outro!
  47. Para garantir que não vai perder uma imagem na cirurgia, fotografe mais de uma vez em distâncias diferentes!!!
  48. Retire a data que aparece nas câmaras fotográficas digitais ao fotografar exames complementares. Na cirurgia, ele deve ficar! Não coloque a hora em nehum dos casos!
  49. A sessão de julgamento de trabalhos é uma sessão de aprendizado mútuo, aprendem os apresentores, os julgadores e a platéia.
  50. Ao finalizar algum trabalho ou tarefa, lembre que ele tem falhas e pode ser aprimorado! Faça uma auto-crítica e peça ajuda!

Atualizado em: 25-Jan-2005
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